Mostrando postagens com marcador cultura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cultura. Mostrar todas as postagens

20.11.10

15.10.10

dia dos prôf

hoje é o dia do professor. caralho! essa vai pra minha mãe, dona rosangela. nome bonito. minha vida é cercada pela sua profissão, uma guerreira da educação. daquelas que ainda se emociona, que ainda luta e se envolve com seus alunos. desde sempre ela tocou essa função com o maior tesão. mesmo nos momentos dificultosos, quando por exemplo foi obrigada a pegar umas aulas na 'terceira aliança', talvez o bairro mais distante de mirandópolis. ela segurou a onda. nunca vi alguém mais apaixonada pela educação, pelo entendimento do que se passa na cabeça de um aluno... por onde passou sempre foi muito querida, muito autêntica, polêmica, revolucionária, moderna, corajosa... são tantos os adjetivos que fica foda colocar tudo aqui. eu sou apaixonado pela paixão que ela sente pela educação, pela relação humana, pelo romantismo.

amo essa mulher guerreira que me colocou no mundo. adoro ser o filho dela.

em nome de todos os seus alunos, e eu também tive a honra de ter sido um, te felicito nesse dia em que não sabemos se devemos festejar ou chorar pela qualidade do ensino que o Estado nos proporciona. sobretudo em são paulo. coisa de tucano.

feliz dia dos professores!

21.9.10

nina simone, de novo

a dica de vídeo musical de hoje é o 'nina simone live at montreux', de 1976. com bônus de 1987 e 1990. três vezes que a preta da voz mais linda da música de todos os tempos esteve nesse festival.

loquinha! até manda uma mina sentar, para a música e faz cara de má.

o som é absurdo. corram atrás disso.

11.6.09

the monk. sphere '66

fernando [seixlach] beraba, do elma e do big bong estúdio, sempre me aplica coisas da música. aquilo que talvez eu não correria atrás. não me esforçasse pra alcançar. mas ele colocou na mão um documentário sobre a vida desse monstro. thelonious monk, straight no chaser. ficou foda de não interar. pra ajudar. to passando uma coleção de discos de vinil para cd. e não foi que pintou essa raridade na banca. não uma raridade de preço, não estou rico por conta do disco. mas sim uma riqueza especial musical. de elevação mesmo. descola do chão quando fecha o olho pra escutar. sensibilidade de um cara que vivia em outro mundo. vale a pena baixar lá no cepedube.

4.6.09

cepedube. do vinil#03

disco de 1956. história musical de primeira qualidade. sambistas de responsa trocando farpas pelas letras e melodias.
tá lá no cepedube para baixar.

7.5.09

há 35 anos fazia-se o MILAGRE

hoje e amanhã. quinta e sexta. sete e oito. mês de maio. 2009. 35 anos atrás era: terça e quarta. também dias sete e oito de maio. a diferença principal, o ano: 1974.

o local também influenciou. o teatro municipal deve ser lindíssimo [nunca estive lá, no interior de um espetáculo]. antigamente, pela sua imponência e pelo respeito que despertava, foi o lugar ideal.

foi no municipal que milton nascimento pôde viver um de seus maiores momentos como cantor. foi onde realizou 'o milagre dos peixes'. poucos tiveram a chance.

acredito que milton nascimento tenha sido gênio. nos dias de hoje, não precisa mais aparecer. talvez nunca tenha tido vontade que sua pessoa aparecesse mais que sua obra. [se o conhecesse poderia cravar].

praqueles que adoram comentar por ai que 'conhece tudo de chico, caê, gil e milton', esse disco deve ser sorvido com bastante tesão. vale lembrar que haveria grandes chances do municipal estar em êxtase. platéia de cara, curtindo a história acontecer na frente dela.

acompanhado do 'som imaginário' [de wagner tiso, nivaldo ornelas, toninho horta, robertinho, luiz alves], milton aproveitou para abusar e se lambuzar com interpretações soltas, sem ser largada. psicodélicas. alto astral.

ah, e tem também uma orquestra deliciosa com músicos de nomes esquisitos e importados alguns. todos arranjados pelo próprio tiso, paulo moura e radamés gnatalli.

ai sim, só depois dessa audição com pitadas de análise. ai sim poderá dizer com orgulho que conhece meeeesmo o trampo do artista-mineiro-deus-de-boina.

o disco é imprescindível. ideal!

fabrício de lima [15h01, 06.mai.09]

23.4.09

cepedube [finalmente]

finalmente tive coragem e saiu o projetinho.
desde o dia que murfi deu a ideia até hoje, algum tempo se passou.
mas o cepedube - centro de pesquisas dubem saiu do papel.

mais uma tacada. essa com o máximo do coração.
tá ainda no comecinho, mas espero que entendam e também utilizem da nova proposta. é uma das coisas que eu mais gosto de fazer.

21.4.09

bolachada dubem [coisa nova]

tava trocando idéia com o serjão carvalho, meu parceiro groovelivre, e rolou a ideia. a gente começou a discotecar na casinha dubem e pintou a vontade de colocar para vocês uma outra linha que tenho. mas nunca disponibilizei. agora estou a fim de fazer isso.

a parada vai chamar bolachada[dubem], dentro de um outro lance de pesquisa musical que eu tenho que é o cpdb. vou colocar aqui toda semana cinco músicas mixadas ao vivo. sempre[inicialmente] no formato do vinil. por isso, claro, chiados, pulos, pequenos riscos e muita intervenção com palavras terá o programete. espero que gostem.

BOLACHADA[DUBEM] - [#1]
dividindo os toca-discos com serjão surgiu a primeira edição. cinco peças da história da música brasileira no som chiado do vinil.
ouvir e baixar aqui
[12.9 mb]

BOLACHADA[DUBEM] - [#02]
a segunda session saiu assim. tomada pela onda erudita de edu lobo, além de suas inspirações e aquele influenciável por ele. cinco potes de ouro com qualidade.
ouvir e baixar aqui
[14.9 mb]

25.2.09

banksy e sua ironia [só pode]

não é todo mundo que acha o banksy tão legal assim. o cara é unanimidade entre os grafiteiros, e blogueiros, e ativistas sociais, e pintores, e muita gente que o acha cult suficiente para transformá-los em cult. mas quem tem dinheiro mesmo não tá muito a fim de pagar pelas obras 'caretas' do artista misterioso.

notícia que veio na quarta-feira de cinzas: 'retratos de kate moss não encontram comprador em leilão em londres'.

sem contar o título mal-escrito por algum desses novos e jovens promissores repórteres do uol (universo online), a notícia deu uma abaladinha. afinal, a casa de leilões bonhams esperava arremate em torno dos US$ 190 mil. coisa de R$ 450 mil. até porque algum imbecil da burguesia chegou a pagar mais de US$ 128 mil no início do mês do carnaval por uma imagem da mesma série.

o motivo para a falta de algum lance, na minha opinião, é clara.
é um trabalho feio/de mal gosto/sem criatividade. um artista do cacife do banksy, que já realizou intervenções 'sensacionalmente' criativas, fazer meia dúzia de telas 'limitadas' é um sinal.

se é bom ou ruim eu não sei. só sei que as telas são horrorosas. pode ser um sinal de sacanagem. espero que seja isso, claro.

gostaria muito de saber o que SAMO diria sobre essas peças.

eu continuo achando horríveis.
salvo a ironia.

23.2.09

open house do serjão

serjão carvalho tá de casa nova. migrou para o wordpress. manda agora suas notícias e impressões sobre o movimento musical brasileiro de outro provedor. viva a liberdade! vagabundo nato, tem experiência e muita vontade de falar de música. música preta por princípio, mais precisamente[atualmente] o rap nacional.

além das palavras e das 'aplicações' musicais quase que diárias, o groove é mesmo livre. fotógrafo e editor de imagens, serjão carvalho ainda tem o poder de cativar com seus cliques. que podem acreditar: já foram muitos.

o black power esconde a experiência de anos e anos de pesquisa musical apurada. muitos sebos de são paulo e seus arredores, assim como das principais capitais do brasil, já foram vasculhados alguma vez por ele. depois, as bolachas passaram às agulhas, que conectaram o mixer, que jogou pra mesa e depois bombou nas caixas das festas do copam, pra lembrar de coisa recente.

serjão tá de casa nova e vale a pena passar por lá.
tem muita coisa idéia boa para lançar.
sempre na paz de 420, jah!

salve.
[ha ha ha]

2.2.09

24.11.08

malandragem

acabei de colocar na tevê cultura. e um documentário muito agradável, sobre o 'mestre leopoldina, a fina flor da malandragem'. se começou agora mesmo, uma da manhã, ficarei felicíssimo. pelo menos mais 20 minutinho deve rolar. sensacional para um domingo.
pleonasmo seria escrever a metafórica equação:
domingo [fim de noite + chato] = 50x - raiz quadrada de 765

7.11.08

rádio[420]

duas vezes que eu cólo pra gravar um programete da rádio420 com o dj serjão, do groove livre. as duas vezes foram muito legais. pelo menos acho eu. achei. só sei que me diverti e que as idéias vão fluindo. melhor assim que ficarem paradas na cabeça de um ou outro.

no primeiro programete, que dei pitacos e palpites e sensações, a gente falou de bastante coisa, tudo por conta da seleção gilberto gil [sandra, nêga e photograph blues] feita para a ocasião.
BAIXAR o programete do gil

o segundo programete foi na tarde quente [29ºC] de são paulo. na poluída região central da cidade. falamos de quem tem preguiça. [caju & castanha, tim maia e planet hemp]
BAIXAR o programete do caju

coisa que o dj serjão não tem.

16.9.08

elogio à crase[com crase]

por[pablo reynoso]Pensei que a última vez que meu amigo Hernán ouviria gente que reclama da crase fosse numa das aulas de português há muitos anos. Coisa distante, que ficou lá pro primário. Mas, não. Não ficou.

E não é que voltaram a atormentar o pobre do acento? Será que é só porque ele é ao contrário? Antes fosse. Reclamam é porque não sabem usá-lo mesmo. É de inconformar. E gente que teria a função de informar o povo, também não gosta dele. É até admissível que algumas pessoas não saibam, afinal, já diria a mãe de Hernán, "ninguém é uma enciclopédia ambulante".

Mas não é isso. É que uma confabulação de alguns donos da palavra sugeriu extinguir, acabar com a pobre da crase! Que absurdo. Cúmulo da falta de conhecimento. Será que um médico cirurgião então não precisa saber trabalhar com um bisturi? Socorro!

O que me resta é mandar um abraço à crase. Com crase. Eu gosto dela.

2.9.08

tevê a cabo[de encher o saco]

tava aproveitando a brecha que a net deu para seus assinantes pobres. aqueles que não podem pagar pelo pacote maxi-plus-mega-hiper descolado, com 80 canais gringos e 30 outros de pay-per-view de cinema. enquanto manchester prepara mais uma de suas intervenções urbanas, que tô pensando se vou registrar, coloco no canal brasil. um dos preferidos quando rola o boi da net junto com o history channel...

eis que vejo a chamada do filme baixio das bestas, que muito me deixou curioso quando assisti um bate-papo com o diretor, cláudio assis. o cara me pareceu um idealista nato. na linha do comunismo, talvez. mas o comunismo não é mais o comunismo, assim como o socialismo. mas isso pouco importa. o lance é que quando vi o matheus nachtergaele, que deve ser o protagonista do filme. foi então que me bateu uma certa preguiça.

ver o cara ali, falando com as câmeras, me tirou a vontade máxima de ver o filme. o trabalho do ator é maravilhoso. só que os atores dessa linha, oriundos do norte-nordeste do brasil, são hipervalorizados no sudeste, por exemplo. matheus nachtergaele é endeusado em são paulo. gero camilo é outro reverenciado pela elite da classe teatral paulistana. wagner moura nem se fala. e o parceiro lázaro ramos aparece de hora em hora na televisão. igual resultado da tele-sena.

não que o trabalho deles não seja bom, ótimo, qualquer que seja o adjetivo. o lance é que eles enchem o saco aparecendo a todo momento. perde-se então a admiração máxima. o nachtergaele por exemplo, não só apareceu na chamada para o filme, mas também estava sendo entrevistado em um documentário sobre a lucélia santos. e estava no filme que veio na seqüência. não me lembro o nome. uma overdose de nachtergaele. uma hora enche o saco. como várias coisas na vida. e troca de canal.

sei lá, o selton mello aparece bastante também, mas não costuma fazer novela.

será que é essa a causa maior para a minha rejeição ao pessoal do norte-nordeste, a novela? será que e é preconceito da minha parte? será que eles não são tão bons como a elite teatral paulistana costuma alardear por ai? qual o motivo de tanta pagação de pau para alguns, e pouco [talvez nenhum] reconhecimento para outros atores/artistas? a mídia abusa do improvável [na visão da mídia, por exemplo, uma pessoa humilde sair do interior de pernambuco, mostrar seu trabalho e ainda ser reconhecida]? será que o selton mello causa menos impacto [se causa] por conta da sua vivência na região sul-sudeste do brasil? será que ele é mais paulista/carioca e irrita menos?

não sei, são tantas as questões... que nem mais com 'grandes vontades' fiquei de ver o filme.

16.7.08

enfim, 18 anos servindo [às panelas]

até agora 18 anos se passaram. e, com a maioridade, parece que as críticas ficaram mais contundentes. vale a pena dar uma clicada AQUI e sacar o excelente texto. foi escrito pelo sociólogo carlos alberto dória. o cara conseguiu resumir o que muito artista [de teatro, televisão, cinema, artes plásticas e visuais, circo, rua...] não tem nem idéia do que se trate.

a lei rouanet morreu faz tempo e só agora os 'artistas-de-verdade' se ligaram. mas, antes, aqueles 'nem-tão-artistas-de-verdade-assim' podem ter se ligado e aberto a panela antes. acabou não sobrando muita coisa. a rapa da panela é claramente indigesta. sobrou nada.

separei alguns trechos do texto. talvez alguém consiga ver uma certa reflexão, como um espelho que mostra um pouco da realidade. apesar de muito narciso tentar escondê-la com argumentos panelísticos. mas estão na deles. amparados pela lei.

quem não tiver coragem de clicar [ou ler] o link do texto, vai ter de se contentar com os trechos escolhidos pela edição.

-----
sobre o uso do jeitinho brasileiro em benefício próprio:
(...) Como os interesses governamentais e dos produtores culturais nem sempre coincidem, o governo tem que responder sempre: com que critério destinou a grana para tal ou qual beneficiário? O governo imaginou que, com a Lei Rouanet, se livraria da cobrança de ter que formular uma política cultural para o país. Respirou aliviado, mas por falta de qualquer política a própria Lei Rouanet se tornou “a” política no seu sentido mais mesquinho.

Os grupos de produtores se organizaram de modo eficiente (envolveram deputados, criaram grupos de pressão, meteram firulas nos regulamentos da lei etc.), de modo a garantirem “o seu”. Os “de fora”, diante do sucesso dos concorrentes, tendem a proceder da mesma maneira. Como ninguém no governo quer decidir publicamente para quem dar a grana, criaram-se mecanismos “impessoais” (e irresponsáveis) de decisão (...)

sobre a gana do setor de produção cultural após a criação da lei:
(...) A voracidade dos produtores culturais, pressionando o Estado por mais e mais recursos, acabou por limitar os próprios movimentos do próprio Estado em prol da cultura(...)

-------
[nota --- o venenodubem.org não usufrui de leis de incentivo de qualquer espécie. portanto, pelo menos por enquanto, ou até a primeira chance, não faz parte da famigerada panela cultural. quem sabe um dia?]

26.6.08

profundamente

ontem acordou com saudade. não sabia exatamente dizer de onde vinha essa saudade. confessou-nos. mas ela apertou o peito o dia inteiro. tentou então se entregar aos trabalhos, até conseguiu finalizá-los. mas o aperto não passou. aumentou conforme palavras foram saindo da sua boca. com nexo, mas talvez desconexo do contexto atual. o contexto da saudade.

à noite. quando já se achava intocável. um velho ator o fez lembrar da saudade. já tinha detectado o vazio durante o banho. um vazio que vem acompanhando seu caminho desde que ela partiu. de supetão. paulo autran não aliviou a paulada. ainda jovem, recitou um poema de manuel bandeira, mas parecia que as palavras foram apenas aos seus ouvidos. mais ninguém escutou...

(...)

Quando eu tinha seis anos
Não pude ver o fim da festa de São João
Porque adormeci

Hoje não ouço mais as vozes daquele tempo
Minha avó
Meu avô
Totônio Rodrigues
Tomásia
Rosa
Onde estão todos eles?

— Estão todos dormindo
Estão todos deitados
Dormindo
Profundamente.*

ainda antes do poema terminar, o coração já pulsava mais forte. tentava bombear o que naquele momento parecia ter sumido. o aperto no coração virou estrangulamento da alma.

foi difícil não chorar... pouco

------
[*]trecho do poema 'profundamente', do
poeta, crítico literário e de arte, professor de literatura e tradutor brasileiro manuel bandeira. poema publicado em 1930 no livro intitulado Libertinagem.

11.5.08

velhos costumes[daqui]

10.mai.2008/de lima/dubem - um eqüino [urbano, foto logo abaixo]. em mirandópolis ainda é costume típico cavalos serem criados praticamente soltos. os donos escolhem o melhor matagal e amarram seus animais pra que possam comer do bom verde mato. no fim do dia, recolhem seu animal. essa prática força medidas cômicas, como moradores que peduram placas nas árvores em frente de suas casas: 'proibido estacionar animais'.
[atualização do texto: vale lembrar que essa placa está colocada em uma árvore situada à frente de uma casa, que por sua vez fica no centro da cidade, ao lado do principal e maior supermercado do local. ou seja, não existe limite para os comedores de verde mato em mirandópolis. o centro é pouco.]

8.5.08

expedição[machado] torre

que estou vivendo um tempo em mirandópolis, no interior de são paulo, acho que todo mundo que dá umas bandas por aqui já sabe. só se algum marinheiro de primeira estiver lendo esse post. então por isso tenho tentado fazer algumas coisas diferentes. digo diferente para o cotidiano que eu encarava em são paulo.

a monotonia de uma cidade pequena só pode ser entendida/sentida por quem nela está. e mesmo assim, depois de algum tempo como hóspede do local. como na montanha mágica. por isso resolvi outro dia colocar em prática uma vontade: ir andando de mirandópolis até o amandaba [machado de melo], distrito da cidade. contei outro dia com o joão fernando e deu mais ou menos uns 8 quilômetros uma perna do percurso.

a idéia era chegar em tempo para acompanhar o pôr do sol em um lugar que eu considero maravilhoso. é conhecido da rapaziada que antigamente colava para escutar um reggae, tomar um vinho e torrar uns bauretes, dar beijo na boca, ver o sol nascer e morrer. uma rapaziada aqui na cidade conhece 'a torre'. sabe também d'o pico'.
queria fazer umas fotos. quando o sol vai descansar, o céu ganha tonalidades mágicas. e cada dia é um pouco diferente do outro, sempre. é meio óbvio, mas só estando lá pra entender que não. se tem nuvem é uma coisa. se está pra chover, outra. resolvi então registrar essa caminhada, que lembra um pouco da minha vida.

foi a primeira vez, desde que sai daqui há mais de dez anos, que me senti realmente livre. sozinho com os meus pensamentos e com a minha vontade de respirar. de sentir, de interagir com paisagens que já tinha esquecido. coisa de louco. são mais de 30 mini-vídeos que coloquei no youtube. podem ser vistos independentes. e estão brutos. sem edições, o máximo de sinceridade.

e as fotos do pôr do sol. elas podem ser vistas também no flickr dubem. estão etiquetadas com a marca 'expedição machado de melo'. é o mais bonito que já vi na vida. talvez porque envolva todos esses sentimentos que contei. a vista parece que vai além do horizonte. é muito campo da visão tomado pelo azul, pelo amarelo, pelo sol, pelo verde... espero que
gostem.

vou tentar fazer outras. até.

[observação]
clique aqui e assista os vídeos
clique e veja algumas fotos