11.5.08

velhos costumes[daqui]

10.mai.2008/de lima/dubem - um eqüino [urbano, foto logo abaixo]. em mirandópolis ainda é costume típico cavalos serem criados praticamente soltos. os donos escolhem o melhor matagal e amarram seus animais pra que possam comer do bom verde mato. no fim do dia, recolhem seu animal. essa prática força medidas cômicas, como moradores que peduram placas nas árvores em frente de suas casas: 'proibido estacionar animais'.
[atualização do texto: vale lembrar que essa placa está colocada em uma árvore situada à frente de uma casa, que por sua vez fica no centro da cidade, ao lado do principal e maior supermercado do local. ou seja, não existe limite para os comedores de verde mato em mirandópolis. o centro é pouco.]

8.5.08

expedição[machado] torre

que estou vivendo um tempo em mirandópolis, no interior de são paulo, acho que todo mundo que dá umas bandas por aqui já sabe. só se algum marinheiro de primeira estiver lendo esse post. então por isso tenho tentado fazer algumas coisas diferentes. digo diferente para o cotidiano que eu encarava em são paulo.

a monotonia de uma cidade pequena só pode ser entendida/sentida por quem nela está. e mesmo assim, depois de algum tempo como hóspede do local. como na montanha mágica. por isso resolvi outro dia colocar em prática uma vontade: ir andando de mirandópolis até o amandaba [machado de melo], distrito da cidade. contei outro dia com o joão fernando e deu mais ou menos uns 8 quilômetros uma perna do percurso.

a idéia era chegar em tempo para acompanhar o pôr do sol em um lugar que eu considero maravilhoso. é conhecido da rapaziada que antigamente colava para escutar um reggae, tomar um vinho e torrar uns bauretes, dar beijo na boca, ver o sol nascer e morrer. uma rapaziada aqui na cidade conhece 'a torre'. sabe também d'o pico'.
queria fazer umas fotos. quando o sol vai descansar, o céu ganha tonalidades mágicas. e cada dia é um pouco diferente do outro, sempre. é meio óbvio, mas só estando lá pra entender que não. se tem nuvem é uma coisa. se está pra chover, outra. resolvi então registrar essa caminhada, que lembra um pouco da minha vida.

foi a primeira vez, desde que sai daqui há mais de dez anos, que me senti realmente livre. sozinho com os meus pensamentos e com a minha vontade de respirar. de sentir, de interagir com paisagens que já tinha esquecido. coisa de louco. são mais de 30 mini-vídeos que coloquei no youtube. podem ser vistos independentes. e estão brutos. sem edições, o máximo de sinceridade.

e as fotos do pôr do sol. elas podem ser vistas também no flickr dubem. estão etiquetadas com a marca 'expedição machado de melo'. é o mais bonito que já vi na vida. talvez porque envolva todos esses sentimentos que contei. a vista parece que vai além do horizonte. é muito campo da visão tomado pelo azul, pelo amarelo, pelo sol, pelo verde... espero que
gostem.

vou tentar fazer outras. até.

[observação]
clique aqui e assista os vídeos
clique e veja algumas fotos

4.5.08

o manto

foto[de lima]

2.5.08

publicidade[cadê a verdade?]

estou no interior. longe da capital. e realmente alguns pontos de revolta na minha vida têm ficado, não digo para trás, mas embaixo do tapete. só por enquanto. por conta disso não tenho visto os jornais nem me interado plenamente sobre a pauta do Brasil.

mas na semana passada me chamou a atenção um 'informativo' da associação brasileira de agências de publicidade (abap) que tem sido veiculado em todas emissoras em horário estrategicamente escolhido.


me chamou, claro, a atenção porque o texto falava sobre a ineficácia da publicidade em convencer ou influenciar as pessoas. dizia que não é a publicidade, no caso do álcool, que cria os assassinos bêbados do trânsito, nem os pais violentos, nem prejudica a vida na periferia.

não é engraçado? os caras são pagos, e muito bem pagos, para divulgar suas marcas e ainda assim dizem que não conseguem influenciar a população com as gostosas da skol, com a boa da antártica... vai dizer que os rabos imensos das modelos não ajudam a vender?

esse assunto de publicidade é longo, muita coisa pra se dizer, muito lobby, muito jogo de poder, muita influência empresarial, ou seja, muito dinheiro na jogada. teria um monte de coisas pra escrever sobre isso.

mas é que o venício a. de lima [e não é meu parente, antes fosse porque pediria um trabalho pra ele] escreveu boa parte do que eu gostaria. só que ele tem dados e informações precisas sobre quanto a publicidade tem interesse em esconder a verdade.

eu peço que se chegou até aqui no texto, não deixe de clicar AQUI para ler o excelente artigo publicado por venício no observatório da imprensa. é só um clique e mais uns 9min de leitura, das melhores.

POR FAVOR, FAÇA ISSO, LEIA O TEXTO. FAÇA O QUE A PUBLICIDADE NÃO FAZ PELA GENTE. SAIBA A VERDADE.


21.4.08

liberdade é o caralho!

cinco pessoas foram presas ontem [20.abr] no rio de janeiro. elas estavam panfletando. a mesma coisa que a igreja universal faz, a mesma coisa que o compradores de jóias e ouro fazem no centro das grandes cidades, a mesma coisa que os estelionatários fazem, a mesma coisa que o governo faz à respeito da dengue, a mesma coisa que imobiliárias fazem... a técnica é mais antiga que andar para frente: distribuir, em forma de panfletos informativos, o ponto de vista sobre determinado assunto. seja ele ideológico, comercial, pessoal, de utilidade pública...

a única diferença é que a rapaziada estava panfletando a 'marcha da maconha'. passeata que será realizada no dia 4 de maio em dez cidades brasileiras. que pede que, pelo menos, se inicie um debate sério sobre a descriminilização da cannabis. manifestação legítima, garantida pela constituição federal brasileira:

Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;

IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;

XVI - todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente;”

a hipocrisia no brasil beira o escândalo. enquanto a mídia se mobiliza em favor de determinados políticos, se mobiliza para julgar cidadãos por antecipação, se mobiliza para desmoralizar governos voltados para o povo pobre, a polícia faz esse trabalho sujo de prender pessoas que defendem [não fazem apologia] ideais para alimentar a imprensa.

louca para que os pobres sejam cada vez mais pobres. a elite, com seu pensamento egoísta, dá risada de suas poltronas confortáveis, com a mesa de centro forrada de cocaína e uísque 18 anos.

e ainda tem gente que acredita!

18.4.08

câmera da reuters[assassinado]


um ataque aéreo israelense matou o cameraman da agência de notícias reuters, no dia 16 de abril, em gaza. fadel shana, de 23 anos, e dois civis palestinos morreram após o ataque. o câmera capturava imagens para a agência quando foi surpreendido pelo ataque. no vídeo, é possível ver o momento do disparo e o blecaute posterior ao ataque. [por emiliano cienfuegos]

... e tem a vitória

"maracatu, marau / maracujá, maracutaia / marina, marinha, maremoto / marujo, mariana / marofa de marijuana / marrakesh, kesh, kesh... / maradona, maravilha / marrocos, marajó da ilha do mar" [luiz grasseschi & miguel 'miguelito' prata]

15.4.08

a história ianque[do mato]

em tempos de marcha da maconha, organização mais que necessária, feita por gente inteligente, trabalhadora e engajada nos direitos do indivíduo, nada melhor do que jogar ainda mais luz sobre o tema: cannabis. a falta de informação sobre o assunto é notória, baseada em conceitos pré-estabelecidos por uma política, sobretudo, norte-americana de combate à uma planta. "é coisa do demônio. de bandido. os assassinos usam maconha".

o companheiro vilauba herrera já falou sobre o documentário grass[1999], mas também gostaria de fazer minhas palavras. é um filme rico em informações sobre como os estados unidos conseguiram transformar em um monstro aqueles que usam a cannabis. tudo porque tinham medo dos imigrantes mexicanos. a publicidade ianque contra a erva é uma das mais escrotas de todos os tempos. muito semelhante à publicidade utilizada na invasão de países ao redor do mundo. vide iraque, nicarágua, vietnã, afeganistão, cuba, panamá, coréia... [vilauba me ajudou].

contrários ou favoráveis à erva. o filme serve a todos. a película tem excelente narração de woody harrelson, de quebra. documentário bastante irônico, que define por períodos cada técnica empregada pelo governo ianque na tentativa de extingüir da terra uma planta. coisa digna de brincar de ser deus. coisa de norte-americano. tem hora que o riso e o choro caminham juntos, porque a falta de veracidade dos argumentos parece coisa de quarta série.

quem quiser baixar o torrent do filme, só clicar aqui e boa viagem.

promoção: quem comentar depois aqui suas impressões sobre o filme ganhará um cigarro, não de maconha, é claro, mas qualquer um da philips morris, ou da souza cruz. podem escolher. ah, e quem tirar uma foto assistindo ao filme leva de brinde uma garrafa de cachaça, de cerveja ou um calmante tarja preta da indústria farmacêutica, onde todos os produtos são lindos, maravilhosos. e ainda tem a opção de utilizar o mundo fantástico dos genéricos.

crédito do torrent
[www.cinecombo.blogspot.com]

13.4.08

tartarugas podem voar[cinema]

querem ter uma noção do que se passou/passa com as pessoas em situação de refúgio? o filme tartarugas podem voar[2004] consegue isso facilmente. na fronteira entre o irã e o iraque, crianças lutam para ganharem um dinheiro retirando minas norte-americanas. em troca de pouco dinheiro, antes que a coalização dos países ocidentais, lideradas por george wallker bush, invadissem o território em busca de armas químicas. leia-se petróleo. o interessante é que o filme é baseado na relação das crianças do campo de refugiados. a história pode parecer superficial para alguns, mas os traumas escondidos em cada personagem infantil desta película é de arrepiar até a medula. difícil para nós, brasileiros, imaginarmos a situação. [por fabrício delima]

o download do torrent por ser feito AQUI
[fonte] www.cinecombo.blogspot.com

9.4.08

o carro e o poder

[baurete pela manhã, tensão posterior e relaxamento de alma]

- sou bombeiro. mas não dá pra ajudar todo mundo. a gente fica torcendo pra que não aconteça nada ao mesmo tempo, porque em três não dá pra exercer a profissião com dignidade.
- sério? três pessoas apenas pra cuidar da cidade?

- é. precisava de outros veículos. e daria certo com 18 pessoas. mas não é assim. outro dia os sem-terra colocaram fogo numa reserva. a gente chegou e não deu pra fazer nada. o caminhão não entra na mata. estudei um monte de coisa, pra chegar na hora de combater o fogo sentar e ficar olhando. é ridículo...
- mas... é culpa do...
- do estado, que não dá condições.

- mora no interior?
- não, sou de santo andré. pego essas 12h de ônibus uma vez por semana. se eu tivesse um carro, viria com ele. é muito mais legal.
- é que o carro...

- eu adoro dirigir. uma vez tava no centro de são paulo de madrugada, em cinco amigos num fusca. o sinal vermelho pintou, e eu parei. o cara atrás ficou buzinando, me xingando. será que ele não notou que a placa era de fora? também me vinguei, não deixei ele passar de jeito nenhum, fiquei fechando ele. até que ele desistiu de me passar e escolheu outro caminho. a gente acabou rindo muito no final. eu falei: 'calma gente, a gente tá em cinco. ele está com a namorada, mulher, esposa noiva, sei lá o que era dele aquela mulher. aff.
[assuntos e divagações posteriores] religião. "minha irmã está ficando louca, é evangélica". mas a igreja católica é a melhor das que existem. testemunha de jeová. a real cara de deus. o chupa-cabra de ibiúna. o perfeito plano de celso daniel para a cidade de santo andré, que era um lixo. "o pt apagou ele". o plano poderia ser aplicado na cidade pequena onde trabalha. daria certo. só buraco no asfalto. não dá pra correr com o carro. trepida. o pôr-do-sol no interior é legal. venda de ovos de galinhas caipiras mais baratos que os ovos brancos de galinha. vai quebrar os concorrentes. tem visão de mercado. o melhor banco é o itaú, o bradesco é um lixo, e a nossa caixa tá melhorando... "me sinto bem lá, sento até sujo na cadeira. o dia que a minha gerente sair de lá, eu fecho minha conta. falei pra ela isso."

27.3.08

[longa] estrada da ]liberdade[

tinha 19 anos. queria manter a postura, não era medroso. a fita tava quase levantada. faltava um mês. ele resolveu entrar na barca e as coisas começaram a ficar 'moiadas'. sua função era simples, ele aceitou. foi agir junto com o primo e mais três comparsas. foi a brecha que o sistema esperava. era até que de boa. jogava bola e fugia da mãe. um monstro que tentava lhe obrigar a estudar na base da mangueirada. não dava para os estudos. e olha que na sua rua eram três escolas.

com a vítima já no cativeiro, a ação começou a degringolar. a queda de um balão na frente da residência escolhida foi o empurrãozinho pro jogo de dominó. um maluco acabou assassinado na disputa pelos restos do balão. coisa típica na periferia de uma cidade grande como são paulo. na confusão, ele mesmo sugeriu que liberassem a vítima, uma mulher. rica, segundo as informações levantadas, por bem mais de um mês, pelo observador, que levaria sua parte dos 250 mil reais exigidos.

a coragem se transformou em medo. a mulher já estava solta. a maioria dos funcionários da ação fugiu, com medo de cair na tranca-dura. ele não. ficou em casa, vivendo a vida normal. até que o primeiro miliante foi encontrado pela polícia e a casa caiu. o mesmo que o chamou de medroso começou o processo de dedurar todos. ele caiu por conta de uma foto na carteira de reservista ["nunca gostei de tirar fotos, mas elas foram parar no fantástico e os carai."]. o x-9 foi com a polícia na sua casa apontá-lo. "eu não tava em casa. tá moiado pra ele agora. trombei agora com ele, mano. quando todo mundo sair, vamo conversar."

a setença do juiz foi implacável. mesmo a vítima não tendo reconhecido ele, o juiz sentenciou o
bando: 12 anos de prisão. foi parar na vida dura do sistema prisional brasileiro. passou fome, jogou bola, estudou, pensou na vida. e perdeu a mulher. desde então decidiu ficar sozinho e não gosta de colocar os nomes dos parentes na lista de visitas. tem certeza de que está sozinho na vida.

aos 25 anos, cumpriu seis anos e três meses da pena. após passar pela tranca-dura, vive em regime semi-aberto na penitenciária de valparaíso, cidade 572 quilômetros distante da capital. noroeste paulista. não é um paraíso, mas pelo menos lá não toma tapa na cara de agente todo dia. joga uma bola, muito de vez em quando, porque não quer arrumar para a cabeça. jogar bola pra ele tem de ser sério. é diversão, mas é coisa séria. parceiro gritando pra tocar a bola, pra deixar de ser fominha, não. ele não suporta.

no última páscoa teve a sua primeira 'saidinha'. claro, foi pra capital. passeou pelas suas quebradas. ficou bastante em casa. saia só depois das 23h e "não dava vontade de parar de andar. cidade é muito grande e era só isso que pensava, em andar, mesmo que sem rumo." domingo bateu uma depressão. tinha de voltar no dia seguinte. chegar antes das 17h em valparaíso.

se não chegasse, teria uma punição. não poderia usar da saidinha do dia das mães. o trânsito embaçou na ida da zona leste até o terminal rodoviário da barra funda. perdeu a condução da empresa capitalista e dominadora que lhe enfiara a faca em quase 100 mangos. monopolista, a empresa não tem dó. o preço é esse e acabou. aproveita que ainda tá barato pra você. teve de voltar no dia seguinte e perdeu o direito da saidinha do dias das mães.

como só sairia agora no dia dos pais, já sabia quanto tempo demoraria: "três meses e pouco, ó". estava desanimado, mas acreditava muito na liberdade condicional que poderá sair daqui um ano e oito meses. "setembro de 2009. só não sai isso antes porque a execução é muito demorada naquela região. o estado deveria enjaular as pessoas, mas lhe dar as condições mínimas. a água é racionada, a comida é menos de 300 gramas. isso ninguém mostra."

é verdade, o estado só se preocupa com números. não existe amor, nada disso. agente penitenciário bate pesado, dá tapa na cara de bandido, esculacha. "mas na hora que dá uma viradinha, vira tudo pai de família, por favor, não me bate, não... " no ônibus apertado, diz que só se envolveu com seqüestro e assalto. "tráfico eu não gosto não. e também não gosto que as pessoas usem drogas. a minha é o cigarro." a mãe usava drogas e lhe batia. também puxou cadeia, mas ele nem quer mais saber dela.

reclamou do café ruim da rodoviária. o pior de sua vida. tomou dois. deu um jeito e conseguiu dar alguns tragos no banheiro do baú. não incomodou os passageiros. conforme as cidades ao longo da marechal rondon foram ficando para trás, parecia que as energias libertárias iam se esvaindo. ficando no asfalto. quilômetros de asfalto e muito verde. cidades obscuras e máquinas que soltam fumaça. espetáculo lindo, fotográfico. porém, melancólico.

o sono já tinha ido embora. a expectativa ia ficando maior e sonho de voltar à liberdade ficavam evidentes. contrastando com o nó na barriga que os quilômetros seguintes traziam. a cada parada, um pouco mais de aflição. como já estava atrasado, iria curtir mais um pouco na cidade, pequena. voltaria , "tipo, cinco e meia pro presídio. " por isso talvez a melancolia não foi máxima.

sua cidade chegou, pegou sua sacola. tinha um parceiro e resolveram ficar na cidade juntos. esperou a mala, mas antes colocou sobre a camiseta de seu time, uma blusa. a partir daquilo, a contagem regressiva iria acelerar. seu peito apertaria mais uma vez. a liberdade voltaria mesmo a ser conto, apenas sonho... agora, ele seria de novo só do sistema prisional. como um monstro que engole e regurgita as pessoas como bonecos. mas tudo isso já ficou pra trás, na rodovia.

[baseado em fatos reais]

17.3.08

discurso barato[lobby do tabaco]

RECEITA BARRA IMPOSTO MAIOR PARA CIGARRO
[uol, 17/03, às 2h33]

(...) Enquanto o Inca (Instituto Nacional de Câncer) quer o maço a R$ 4 ou R$ 5, a Receita defende um valor bem menor, R$ 1,74. O fumo no Brasil é um dos mais baratos do mundo e, para a área de saúde, elevar os preços reduziria o consumo, que em 2007 chegou a 150 milhões de cigarros. Calcula-se que cerca de 200 mil pessoas morrem por ano vítimas de doenças causadas pelo cigarro.

A Receita Federal não quer abrir mão de seu papel de criador da política tributária e diz que um aumento no preço elevaria ainda mais o mercado ilícito de cigarros. (...) [grifo feito por minha conta]

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com esse discurso falso e interesseiro baseado unicamente no lobby das empresas do cigarro, que liberem, pois, a cannabis. cambada de hipócritas !!!

os argumentos são os mesmos. se o "mercado ilícito de cigarros irá aumentar" com maior incisão de impostos e, por conseqüência, o encarecimento do maço de cigarros, é possível dizer que o mercado ilícito da droga sofra grandes perdas com, pelo menos, a descriminalização do uso da cannabis.

com uma utópica legalização, então, a coisa poderia sair ainda mais do poder dos traficantes. por isso, trabalhos como o do pessoal da marcha da maconha se fazem mais do necessário. é coisa obrigatória em um país livre como o brasil. vamos fazer campanha pelos coffee shops.

trivia pertinente: quais são mesmos os efeitos benéficos do tabaco?
a) câncer de boca; b) câncer de pulmão; c) câncer de laringe; d) câncer de esôfago; e) todas as anteriores e um poquito mas.

"a hipocrisia é a mentira da mentira" [tim maia, o doidão]

12.3.08

biquinho[e alguns detalhes]

os calhordas do congresso nacional aprovaram o orçamento de 2008. com um certo atraso, é verdade, mas finalmente aprovaram. e o que mais me interessa nisso é ter realmente certeza que o Brasil tornou-se o país do biquinho e também da malemolência em benefício próprio. hipócritas de plantão.

as camadas mais altas da sociedade fazem biquinho para tudo. a elite faz biquinho porque tá cansada. faz biquinho porque os pobres começaram a invadir os aeroportos. faz biquinho porque tem relógio roubado. faz biquinho por causa dos impostos. faz biquinho porque a daslu teve problemas com o ministério público. faz biquinho porque o lula tá no poder. faz biquinho porque existe o chávez, a venezuela e todo o resto dos 'macaquitos' da américa latina...

são os biquinhos mais variados. ai, quando os pobres resolvem fazer o seu biquinho e reclamarem seus direitos, a polícia vai lá e desce a borracha. enquanto isso, nos mais altos escalões do governo, o povo é o que menos importa diante do poderio das emendas parlamentares, do dinheiro que jorra da máquina pública, e da maneira fácil e dissimulada como metem a mão no que é da população. não fazem bicos quando os bancos lucram.

a população tá cansada, ousaria arriscar a opinião, de ver os ricos em cima de montanhas de dinheiro, enquanto os pobres continuam sendo tratados como o lixo que deve ser escondido [sempre que possível] nas brechas do sistema [leia-se as penitenciárias, presídios, delegacias, tribunais de júri ou qualquer lugar onde uma decisão possa tirar um pobre de circulação, como uma falsa higienização da sociedade].

não tem gente presa por conta de uma lata de óleo? um pote de manteiga? e tantas bobagens mais que fazem feio perto dos escândalos e atitudes descaradas de 'filhadaputagem' dos governantes? cadê os verdadeiros representantes do povo, daqueles realmente precisam de uma política pública eficiente? porque sem ninguém olhando pelos pobres, a tendência é que morram esquecidos num canto qualquer. e serão enterrados numa cova rasa e sem identificação.

a aprovação do orçamento 2008 me fez lembrar esses 'pequenos detalhes' porque representa, pelo menos no papel, o destino virtual de uma grande parte do dinheiro arrecadado com impostos, e tudo mais que o estado possa ter direito. e imaginar que esses pulhas do congresso nacional ficam fazendo joguinho de cena pra aprovarem matérias de extrema importância para o Brasil é ter certeza que eles não dão a mínima pra nação.

afinal, eles estão muito bem de vida. só precisam do povo de quatro em quatro anos mesmo. e que tudo continue assim. deus salve os políticos. eles precisam de mais [digo, paz].

por[emiliano cienfuegos]

6.3.08

problema do[domínio]do problema

caros venenosos...

queria apenas comunicar para os parcos leitores deste espaço que estou tendo problemas. o domínio www.venenodubem.org expirou e não está nas minhas mãos a solução do caso.

por enquanto, se ainda tiverem vontade [hahahaha], podem acessar pelo www.venenodubem.blogspot.com

[apesar de que quem leu essa mensagem só pode ter acessado por esse endereço.]

e podem acessar sempre pelo
www.venenodubem.blogspot.com porque assim não correrão o risco de acharem que o blog possa ter acabado.

4.3.08

no.mesmo.barco[mar embrionário]

Embarque!
SEXTA - 07.mar.2008 (zero hora)
FIDALGA 33 > Rua Fidalga, 32 - V. Madalena
Entrada: Homens R$12 / Mulheres R$8

3.3.08

notícias que estimulam[a revolta]

Lucro do HSBC no Brasil cresce 31% e bate recorde
O banco britânico HSBC seguiu a onda de crescimento do setor financeiro no Brasil e registrou lucro líquido de R$ 1,24 bilhão no país em 2007 (...)

(...) Os bancos privados no Brasil têm anunciado forte crescimento dos
lucros no ano passado. O Itaú viu seus ganhos dobrarem e atingirem R$ 8,47 bilhões, maior resultado já alcançado por um banco brasileiro. O lucro do Bradesco também superou R$ 8 bilhões, uma expansão de quase 60%. O do Unibanco subiu cerca de 100% e somou R$ 3,5 bilhões. (...)

[trecho da matéria escrita por 'Da Redação' e publicada pelo Universo Onlibe (UOL) às 15h18 do dia 03/03/2008]

28.2.08

caso petrobras[quem abraça?]

PF diz que não foi espionagem industrial
(...)Segundo o superintendente da PF no Rio de Janeiro, Valdinho Jacinto Caetano, foi descartada completamente a hipótese de espionagem industrial e o caso está elucidado. "Foi caracterizado como um crime comum. Eles roubaram os equipamentos sem saber da importância que tinham", disse, em coletiva. (...)
[trecho da matéria escrita por Juliana Castro e publicada pelo Universo Onlibe (UOL) às 13h08 do dia 28/02/2008]

27.2.08

tutube[rémi gaillard]

curti pra caramba as intervenções do francês rémi gaillard. não conhecia o cara, só descobri depois. ele era famoso já. uma figuraça. o trampo do cara é gozar com a cara da sociedade e seus costumes. criativo demais ele. sem agredir.

coloquei ali no tutube[venenoso] o meu preferido.
aconselho alguns vídeos. decatlo/beijing 2008 e rocky sete.

no sítio dele tem mais coisa legal. www.nimportequi.com

ps - será que alguém, dominador da língua francesa, poderia, por favor, traduzir a mensagem ao final dos vídeos?

17.2.08

tempo!

deus pra mim é o tempo. porque ele empurra as coisas para frente, sem volta, sem misericórdia, sem perdão, sem jeito. sem chance, não dá pra voltar o tempo. cientista algum no mundo vai conseguir um dia voltar o tempo. aposto um suco de laranja que não.

você abre a boca para falar, a decisão foi tomada e a história não tem mais volta. a partir disso, as situações da vida vão se desencadeando como o efeito borboleta. as ações vão ganhando conotações das mais diferentes possíveis. a vida vai avançando sem volta.

um dia você pede demissão, no outro você é demitido. um dia a bola entra, no outro seu time perde a final. e assim sucessivamente. mas imaginar que a sua vida pode depender de uma palavra apenas para sofrer uma transformação causa um pouco de medo.

uma palavra dita, um cérebro articulando idéias e possibilidades, a decisão é tomada, depois disso é comunicada e... pronto! sua vida se transformou por completo. um gol perdido também pode ser a mesma coisa. o jogador perde um pênalti na final da copa e até ser assassinado. aconteceu.

ou uma declaração mal interpretada pela imprensa, transmitida via satélite, ondas médias, curtas, internet sem fio, celulares... tudo o que se possa imaginar de meios de comunicação reproduzindo uma verdade que mais tarde pode se provar mentirosa. simplesmente por vontades ou desejos de poder. sem chance de retratação.

tenho um pouco de medo do tempo, mas costumo respeitá-lo. no tabuleiro, ele pode significar a cartinha que te coloca de novo com chances de vencer. faço minha oração ao tempo.

imagens[farofa/dubem]

11.2.08

toca angenor! [e o nelson?]

não o tenho tocador de mp3. já tive, mas não tenho mais. e tenho sentido falta. no interior não é possível você conseguir um isolamento musical. você é praticamente obrigado a escutar as preferências musicais do alheio. não chego a ficar irritado com isso [só com outras várias coisas]. no lugar da irritação, o sentimento de tristeza e desilusão, como no samba de paulinho da viola.

a música ecoa a todo momento, mas a qualidade não me atrai. "tropa de elite osso duro de roer...", "o sapo sorriu na lagoa...", "deixa acontecer naturalmente..." são alguns dos pagodes, rocks e sertanejos musicais que emanam dos carros por aqui. não basta escutar, tem de disseminar aos quatro ventos. isso me deprime porque me tira a esperança de escutar um nelson cavaquinho, um cartola, por exemplo. impossível.

o dia que um carro aqui emanar algo do tipo: "quando piso em folhas seeeeecas, caídas de uma mangueeeeeira, penso na minha escooooola, e nos poetas da minha estação primeira não sei..." ou algo assim. "alvorada lá no morro que beleza, ninguém chora não há tristeza, ninguém sente o dissabor. o sol colorindo é tão lindo, é tão lindo, e a natureza sorrindo, tingindo, tingindo..."

eu mudo de vez pra cá... será?

1.2.08

31.1.08

e o que vem[depois?]

imagem[lêú]

30.1.08

por aqui[chuva]

chove demais. mas chuva lá trás, arco-íris. é quase que como a vida. só que o sabor é um pouco diferente. por aqui...

27.1.08

guiné bissau[e a perda]

uma das principais características do ser humano é não saber muito como reagir diante da derrota. da perda. isso faz surgir o medo. um medo que trava. que o impede de tentar, de provar, de buscar... e muito pouco é discutido diante da perda. hoje, infelizmente, só se promove o lucro, o ganho, o mais. como se a vida durasse para sempre. não tivesse fim.

ninguém ensina o que fazer quando se perde. "ganhe na loteria, seja feliz, comemore o ano novo, celebre o aniversário, dê um viva ao novo sistema de televisão..." as metáforas da publicidade raramente ensinam o contrário, ou quase nunca.

"você foi despedido? não fique assim, levante a cabeça e parta pra outra". esse tipo de mensagem não se costuma perceber nos meios de comunicação. a não ser nos famosos livros de auto-ajuda que, por terem esse cunho encorajador, são vistos como engodos por grande parte dos formadores de opinião.

é chato quando se perde [ou deixa para trás] alguma coisa. mesmo que essa coisa seja apenas um sorriso, um beijo na boca, um cheiro na nuca, uma mordida atrás da orelha. um arrepio que seja. uma conversa ao pé do ouvido. um sexo gostoso e revigorante. uma troca de olhares, um telefonema do nada...

para conquistar algo, às vezes é necessário deixar para trás algumas coisas, sem culpas. sem tretas, sem encanações. sem muito sentido...

... sem palavras. apenas o choro contído e a sensação de que está no caminho certo.

[imagem]mike kirkup

25.1.08

banda larga?[democracia digital?]

sou um excluído digital. enquanto o governo fala em colocar a internet gratuita em todo o território nacional, já que algumas prefeituras de cidades minúsculas dizem já terem conseguido isso, estou em uma cidade minúscula e não consigo assinar o todo poderoso speedy.

malditos tucanos que entregaram a telefonia nas mãos dessa empresa escrota. "indisponibilidade técnica", disseram-me após tentativas absurdas de se entender o que isso significava. quando solicitei conversar com um supervisor, a vaca da débora, a telefonista-marketeira, derrubou a minha linha. mas antes tentou me explicar o problema por meio de metáforas estúpidas. cachorra.

cachorrada aliás é esse monopólio. "ah, você não pode ter o speedy, mas assine a internet ilimitada por apenas 30 reais mensais". porra, só não dizem que a conexão não ultrapassa nunca os 50 kbps [agora, pagando o pulso telefónico, conecto com a extrema velocidade de 50,6 kbps]. estou putasso, muito puto mesmo.

por isso gostaria de pedir àqueles que às vezes aparecem por aqui para provarem do veneno: não me abandonem. hahahaha... como diria aquele do saco roxo, que, por muito menos do que os tucanos, que entregaram a telefonia brasileira nas mãos dos espanhóis, sofreu o famoso impeachment.

vou lutar para ter uma conexão em breve para atualizar o venenodubem. apareçam por aqui de vez em quando para sacar o que tá pegando. assim que arrumar uma alternativa para o problema, eu volto. é logo mais. ;o)

11.1.08

tutube[nação zumbi]

no tutube venenoso a indicação de um clipe da nação zumbi, da música 'bossa nostra', no álbum fome de tudo [2007, deckdisc].

ótimo trabalho dos caras, que sempre querem buscar a máxima integração das mídias. nesse clipe, sobretudo, apesar do disco ter menos pegada que os anteriores, demonstra bem o lado ficção científica que a nação zumbi costuma mostrar. só uma letra.

8.1.08

23.12.07

19.12.07

[milágrimas]alice ruiz + itamar

em caso de dor ponha gelo / mude o corte de cabelo / mude como modelo / vá ao cinema dê um sorriso / ainda que amarelo, esqueça seu cotovelo / se amargo foi já ter sido / troque já esse vestido / troque o padrão do tecido / saia do sério deixe os critérios / siga todos os sentidos / faça fazer sentido / a cada mil lágrimas sai um milagre / caso de tristeza vire a mesa / coma só a sobremesa coma somente a cereja / jogue para cima faça cena / cante as rimas de um poema / sofra penas viva apenas / sendo só fissura ou loucura / quem sabe casando cura / ninguém sabe o que procura / faça uma novena reze um terço / caia fora do contexto invente seu endereço / a cada mil lágrimas sai um milagre / mas se apesar de banal / chorar for inevitável / sinta o gosto do sal do sal do sal / sinta o gosto do sal / gota a gota, uma a uma / duas três dez cem mil lágrimas sinta o milagre / a cada mil lágrimas sai um milagre [letra: alice ruiz + música: itamar assumpção]

15.12.07

floyd na bbc


pink floyd.
numa sessão ao vivo na bbc.

pílulas de sinestesia.

baixe [aqui]

14.12.07

um chato[na faixa]


carro na rua é uma coisa insuportável hoje em dia. cidades grandes estão entupidas de automóveis. poluição, barulho, desrespeito às leis do trânsito... barbaridades são cometidas a cada minuto e ninguém faz nada. atrapalham a vida de quem está a fim de viver em harmonia com a força que empurra tudo para frente.

6.12.07

que venha a copa[2014]

e muitos picaretas e o gangster máximo, como carlos arthur nuzmann, diziam que os jogos pan-americanos do rio de janeiro, se não ajudassem a cidade, iriam pelo menos aumentar a exposição e beneficiar os esportes menos favorecidos.

"o cara do taekowndo", diogo silva, que ganhou a primeira medalha de ouro do brasil nos jogos, queria ter a chance pra falar mais algumas coisas: três meses de salário atrasado, dirigente há mais de 10 anos no comando... mas ele continua lutando:

"(...)Diogo Silva embarcou na quarta-feira para Cali (Colômbia), onde, de sexta [dia 7] a domingo [dia 9], ocorre o torneio Pré-Olímpico da modalidade. Na categoria de Diogo (68 kg) serão três vagas em disputa." [uol esporte, 6.dez.07 - 11h46]


guerreiro de fé.

foto[flavio florido/folha imagem]

5.12.07

o monstro[urbano]

devorando pelas ruas das cidades grandes. comedores de concreto. cimento. asfalto...almas e ideais.

3.12.07

do ombudsman[da folha]

Legendas inesquecíveis
A revista Morar, que circulou na sexta-feira em parte do território nacional, saiu com a seguinte legenda, na pág. 29: “Mirante na Av. Oscar Niemeyer, de onde se avista a praia do leblon”.

A abreviação “av.” fora do padrão e o nome do bairro com minúscula (“leblon”) não são nada. O problema mesmo é que a av. Niemeyer não tem esse nome por causa do arquiteto Oscar, e sim do comendador Conrado Jacob Niemeyer.
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será que rolou demissão?

embaçada conquista[da foto]

tentando e conseguindo às vezes sorver o sistema, pude usá-lo para adquirir uma câmera. há tempos queria uma para registrar o cotidiano. registros e lembranças, e coisas criativas, e tudo o que eu possa buscar com imagem e pequenos vídeos. consegui realizar o pequeno sonho. queria registrar isso. esse é um registro da noite, em são paulo. dia sábado. semi-madrugada. pensei que poderia ter ficado boa. mas nem tanto para receber um "olha só, gostei dessa aqui". e foi de um cara embaçado na arte da fotografia.
foto[de lima]

2.12.07

frase que surpreende[ou quase]



"nem nos meus melhores sonhos eu conseguiria imaginar que seria assim: com pênalti sendo cobrado três vezes. eu imaginava, confesso, um gol de mão, impedido, aos 49min do segundo tempo, no melhor estilo giba. mas isso que aconteceu nem se compara"
autor 'olea europea', um [quase] desconhecido

30.11.07

a vez do samurai

a rede globo coloca no ar hoje à noite mais um especial som brasil. o 'homenageado' da vez será o alagoano djavan. gênio, mas que demonstrou uma grande dose de preguiça ao lançar o album 'na pista, etc'. péssimo album. no mês de setembro ele lançou 'matizes', mas não posso dizer se é bom ou ruim. eu não ouço rádio, mas dois meses se passaram e não percebi nenhuma de suas músicas tocando a doidado, como costumava acontecer. djavan é um querido da mídia.

e por ser um querido da mídia, me parece que a rede globo resolveu finalmente elaborar um programa decente para ele. ao contrário dos programas som brasil com noel rosa, raul seixas... o especial do djavan parece ter primado pela singularidade, pela maneira mais simples de interpretar um artista. chamou ao tri-palco global a boa menina luiza possi, o intérprete pernambucano geraldo maia e a moderna e estilosa kátia b. acredito que dessa vez dará mais certo.

mas como é impossível a perfeição, a grande vênus platinada não arreda o pé do horário esdrúxulo: 1h40 da manhã. um absurdo para quem se importa com a música brasileira. pelo que deu para sacar no blog do programa, as interpretações estão mais sóbrias e menos caricatas. bem longe das apresentadas por bandas moderninhas e descoladas, como a móveis coloniais de acaju e vanguart, menina-dos-olhos das gravadoras, que se preocuparam mais em fazer gracinha no palco e agradar o público. a música foi o de menos.

a chatisse é que 'caras-e-bocas' continuam para as câmeras, mas isso parece ser coisa da direção. luiza possi se derrama para a câmera, kátia b mantém o tom blasè e geraldo maia canta focado na interpretação... e o djavan? o alagoano demonstra segurança e não se rende tão fácil à rede globo. pelo menos por enquanto.

caricatura[eduardo baptistão]

pequena morte[la petite mort]

delícia! a pequena morte

por[
PaNoRaMiX1]

23.11.07

16.11.07

13.11.07

mirandopolescas[versão '07]

esse prédio vermelho/marrom fica em frente ao zé arapongas, o principal [e durante muito tempo o único] local de encontro dos mirandopolenses que estão a fim de tomar uma cerveja, comer um porção, ser atendido por algum garçom gente fina que vai perguntar sobre sua vida, lembrar das histórias antigas...

no idos da década de 80 esse prédio vermelho/marrom era o 'bar do bicão'. a molecada ficava o dia inteiro ali, jogando fliperama, tomando sorvete, muitas vezes roubado no vacilo do pai do bicão, entrando e saindo do clube atlético mirandópolis, tomando pinga com sorvete ki-legal de limão. tudo isso para dizer que nesse muro vermelho, embaixo da janelinha tinha uma pichação. lembrei da exata frase:

"se puta fosse bala. e biscate fosse fuzil. mirandópolis defenderia o brasil"

bons tempos de ingenuidade aqueles.

11.11.07

sem parar[sangue bom]

gabriel carbello. talvez o cara mais ocupado em mirandópolis. mesmo assim, não deixa de pintar um dia sequer na chácara que tá ficando quase pronta. nesse dia ai, me mostrou todas as evoluções e traquinagens que aos poucos implanta na chácara. o quiosque já está pronto, mas o gostoso mesmo é o pomar, mas tem o campo de peteca, o bosque, o galinheiro, o forno à lenha, a máquina de caldo de cana, as plaquinhas nas árvores, o balanço, o jardim... gabriel é figuraça de mirandópolis, a terra prometida, como diria azeita.
foto[lêú carbello]

pela tevê

as novelas da rede globo são fantasiosas. sobretudo a famosa "das oito". sempre a menina dos olhos da audiência do império marinho. tem perdido muito terreno. talvez porque as pessoas estejam percebendo melhor as artimanhas das outras emissoras. cada um joga do seu jeito, mas nenhuma joga tão sujo como a rede globo. queria escrever só isso. não se pode acreditar na rede globo. nunca de primeira.

estou no interior de são paulo. tenho visto muita televisão, faz dias. é um hábito por essas bandas onde nasci. retorno à infância em momentos na frente do televisor. segunda, terça, quarta, quinta... vi televisão todos os dias da última semana. televisão por satélite. imagens captadas pelas parabólicas. um satélite na cabeça, longe do mangue.

a verdadeira informação precisa ser mais abrangente.

as conclusões precisam ser tiradas por quem assiste, não por quem apresenta. a rede globo não segue isso e coloca o interesse acima de tudo. chega de manipulação.

9.11.07

tudo assim

céu azul. daqueles que é impossível ver o fundo. azul da cor do araça de caetano. azul da cor do mar do tim. tudo azul como lulu. azul assim, só ele mesmo. aqui.
foto[de lima]

3.11.07

nova geração[em mirandópolis]

em mirandópolis(sp), onde não se pode gritar 'toca raul', porque os caras acreditam e tocam mesmo. e logo duas na seqüência. rs
foto: [lêú carbello]